Funcionários do Facebook se revoltam após a presença do executivo em audiência de Kavanaugh.

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Facebook employees revolt after executive appears at Kavanaugh hearing
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Novamente, o Facebook está sendo questionado por seus funcionários sobre as ações de um de seus executivos.

Neste caso, Joel Kaplan, vice-presidente da empresa internacional de política pública, compareceu à audiência do Senado de Brett Kavanaugh na semana passada. A presença de Kaplan, que gerou certa surpresa na ocasião, provocou uma reação entre vários funcionários do Facebook, conforme relatado pelo New York Times.

Kaplan compareceu à audição não como um representante do Facebook, mas como um amigo próximo de Kavanaugh, conforme relatado pelo The Times. No entanto, sua presença não foi bem recebida pelos funcionários da empresa, alguns dos quais ficaram desapontados com a exibição pública de apoio de um executivo de alto escalão. Kaplan foi colocado em destaque, sentado duas fileiras atrás de Kavanaugh, e permaneceu visível durante a maior parte da audiência.

Apesar de Kaplan ter justificado suas ações perante os funcionários em um comunicado interno, mencionando que Kavanaugh e sua esposa são seus amigos mais próximos em Washington D.C., a situação se intensificou quando outros executivos se envolveram.

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Sheryl Sandberg teria dito que foi um equívoco para Kaplan participar, de acordo com as notas do Times que são próximas pessoalmente a ele. Por outro lado, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, defendeu o chefe de política, afirmando que ele não violou nenhuma regra. Andrew Bosworth, ex-executivo do Facebook responsável pelos projetos de hardware, também entrou na discussão, aparentemente expressando a opinião de que é responsabilidade de cada um escolher seu caminho, e não da empresa para a qual trabalham, em um grupo interno de funcionários do Facebook.

Bosworth posteriormente se desculpou por suas declarações, mas não conseguiu diminuir a tensão. A organização pretende discutir o assunto em uma reunião da prefeitura marcada para sexta-feira.

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Para o Facebook, isso representa apenas o mais recente caso de como as questões políticas polarizadoras têm tornado ainda mais delicada a posição já frágil da empresa no cenário político dos Estados Unidos. No começo deste ano, um grupo de empregados do Facebook criou um grupo para criticar a empresa por supostamente ser intolerante às perspectivas conservadoras.

Outras companhias de tecnologia também tiveram descontentamentos de empregados parecidos. O Google decidiu não renovar seu contrato com o Departamento de Defesa após lidar com um funcionário indignado com o uso de inteligência artificial para aprimorar as capacidades de direcionamento de drones militares no Projeto Maven. A Microsoft também enfrentou resistência semelhante de seus funcionários em relação aos contratos com o U.S. Immigrations and Customs Enforcement (ICE).

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Karissa, que atuou como Senior Tech Reporter no Mashable e reside em São Francisco, aborda temas como plataformas de mídia social, Silicon Valley e o impacto da tecnologia em nossa vida cotidiana. Seu trabalho foi publicado em Wired, Macworld, Popular Mechanics e The Wirecutter. Nos momentos de lazer, Karissa pratica snowboard e se diverte assistindo vídeos de gatos no Instagram. Para acompanhá-la, siga-a no Twitter @karissabe.

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