

A Apple deseja esclarecer que não possui conhecimento sobre o assunto mencionado pelo Bloomberg.
A partir de agora, a palavra “todos” abrange também os nossos funcionários eleitos. A empresa de tecnologia sediada em Cupertino enviou uma carta, datada de 8 de outubro, a quatro membros do Congresso, refutando claramente um artigo da Bloomberg Businessweek. O texto afirmava que o governo chinês teria conseguido inserir discretamente pequenos chips em placas-mãe que acabaram sendo usadas pela Apple.
A carta mais recente da empresa de tecnologia é a última de uma série de negações firmes que contradizem a história apresentada pela Bloomberg. Enviada a quatro membros do Congresso – Sen. John Thune, Sen. Ben Nelson, Rep. Greg Walden e Rep. Frank Pallone – e assinada pelo vice-presidente de segurança da informação da Apple, George Stathakopoulos, as inconsistências da carta apenas aumentaram a confusão circundante.
“Devido aos seus significativos cargos de liderança no Congresso, queremos assegurar que um artigo recente da Bloomberg Businessweek que questiona o comprometimento de nossos funcionários não é preciso”, declara a carta divulgada pela Apple Insider. “É importante ressaltar que a Bloomberg não apresentou provas para sustentar suas alegações e nossas investigações internas confirmaram que elas estavam incorretas.”
As placas afetadas em questão teriam sido produzidas pela empresa Super Micro Computer Inc., que contestou as informações divulgadas pela Bloomberg por meio de um comunicado oficial à imprensa.
A Apple avançou ao enviar uma comunicação por escrito para quatro membros do Congresso.
Em resumo, a Apple afirmou que suas investigações internas refutaram todas as declarações subsequentes feitas no artigo, que incluíam informações de uma única fonte anônima. A empresa assegurou que nunca descobriu componentes maliciosos, adulterações de hardware ou vulnerabilidades intencionalmente inseridas em seus servidores.
A Apple emitiu negativas anteriormente, aparentemente com a intenção de desviar a atenção e minimizar as acusações com base em técnicas. Um caso notável ocorreu em 2013, quando, após as revelações de Edward Snowden, a empresa afirmou que não havia concedido ao governo dos EUA “acesso direto aos servidores [deles]”.
Sim, embora isso fosse tecnicamente correto, todos sabíamos que a empresa estava colaborando com o governo.
Quem merece nossa confiança: os jornalistas que divulgaram a notícia ou os líderes empresariais que a negam? Até o momento, essa resposta permanece incerta.
No entanto, é possível prever que, assim como aconteceu com as revelações de Snowden, a verdade virá à tona. E se essa verdade for desfavorável à Apple, lembre-se de manter a carta no Congresso toda vez que ler uma declaração pública do criador do smartphone mais popular do primeiro trimestre.
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