Hackers ligados ao governo russo utilizaram a mineração de bitcoin como forma de obter fundos para financiar ataques contra a FIFA e agências antidoping.

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Russian government hackers mined bitcoin to fund attacks on FIFA, anti-doping agencies
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As pessoas estão usando bitcoin para fazer compras, embora possa não ser o público-alvo esperado pelos defensores da criptomoeda.

Hoje, um extenso indiciamento do Departamento de Justiça foi divulgado, acusando sete agentes de inteligência russos de planejarem invadir agências antidoping em várias partes do mundo em represália por terem revelado casos de doping no esporte russo. Segundo autoridades dos Estados Unidos, o grupo de hackers GRU teria usado bitcoin para financiar suas atividades.

De acordo com o indiciamento, a criptomoeda bitcoin obtida pela mineração realizada pela GRU foi utilizada para remunerar uma empresa dos Estados Unidos a fim de registrar o domínio [phishing] wada-arna.org por meio de uma empresa de processamento de pagamentos nos Estados Unidos. Os responsáveis também empregaram a mesma fonte de financiamento – e, em certos casos, os mesmos recursos financeiros – para adquirir contas importantes, servidores e domínios utilizados em suas atividades de hackeamento relacionadas ao antidoping.

Em consequência, o Departamento de Justiça está acusando sete autoridades russas de “planejar lavar dinheiro por meio de uma série de transações estruturadas para se beneficiar do anonimato associado às criptomoedas, como o bitcoin”.

Os oficiais da GRU não tiveram sucesso em manter o anonimato a longo prazo, mas suas atividades de hacker foram amplamente eficazes.

O indiciamento descreve como o grupo obteve ilegalmente informações médicas de aproximadamente 250 atletas, e divulgou essas informações – às vezes de maneira distorcida – com o objetivo de difamar atletas de vários países que não estavam envolvidos em doping, alegando falsamente que estavam utilizando substâncias proibidas ou que melhoravam o desempenho.

De maneira surpreendente, os oficiais, disfarçados como um grupo de hackers chamado Fancy Bear, abordaram os repórteres de forma incisiva com o objetivo de disseminar sua propaganda. De acordo com a acusação, eles contataram aproximadamente 116 repórteres no Twitter, oferecendo acesso a documentos hackeados e alterados de forma clandestina, além de trocarem e-mails com cerca de 70 repórteres.

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Na presente campanha que supostamente teve início no começo de 2014, a lista de alvos da GRU engloba entidades situadas nos Estados Unidos, Canadá, Suíça e México, como a Agência Antidoping dos EUA, a Agência Mundial Antidoping, o Centro Canadense de Ética no Esporte, a Associação Internacional de Federações de Atletismo, o Tribunal de Arbitragem para o Esporte e a FIFA.

No entanto, houve mais incidentes. Os mesmos criminosos cibernéticos também invadiram uma empresa de energia nuclear na Pensilvânia, a Organização para a Proibição de Armas Químicas e o Laboratório de Química Suíço Spiez. Este último havia realizado análises sobre “a substância química associada aos envenenamentos de um ex-agente da GRU e de outros indivíduos no Reino Unido”, conforme mencionado na denúncia.

Basicamente, a leitura sugere que essa equipe está em busca de vingança em nome do governo russo, com o bitcoin desempenhando um papel importante nesse cenário.

Principais assuntos abordados incluem Bitcoin, medidas de segurança online e criptomoedas.

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Especialista em privacidade, segurança e tecnologia blockchain em São Francisco, com um enfoque profissional na proteção de dados sensíveis.

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