
O Google está finalmente implementando o Project Dragonfly, que era anteriormente secreto, um mecanismo de busca com censura para os usuários na China.
Durante sua participação no Wired 25 Summit, o CEO da Google, Sundar Pichai, não apenas confirmou a existência do projeto, mas também expressou satisfação com o progresso do teste do motor de busca.
“De acordo com Pichai, teremos a capacidade de atender a mais de 99% das consultas com sucesso, enfatizando a importância do serviço em meio às restrições de censura do governo chinês. O CEO do Google exemplificou como o novo produto beneficiará a população chinesa, destacando a diferença em relação às informações enganosas fornecidas pelos atuais mecanismos de busca chineses ao pesquisar sobre tratamentos de câncer.”
Existem diversas áreas em que poderíamos oferecer informações superiores às disponíveis, afirmou Pichai.
Pichai enfatizou que o Google está avançando com o Projeto Dragonfly, afirmando que a empresa se sente impulsionada por seu objetivo de disponibilizar informações para todos, e destacando a importância da China, que representa aproximadamente 20% da população global.
Não parece haver muita margem para a resistência dos funcionários no Project Dragonfly. Ao abordar tópicos como a decisão do Google de não renovar seu contrato com o Departamento de Defesa para o Projeto Maven, Pichai enfatizou a importância de reduzir a influência do protesto dos funcionários nessa decisão. O CEO do Google afirmou que, ao longo da história da empresa, os funcionários tiveram voz, mas a administração não é conduzida por meio de referendos.
O Google lançou uma versão censurada de seu mecanismo de busca na China em 2006, mas posteriormente decidiu que a censura necessária para operar o serviço entrava em conflito com os valores da empresa. Em 2010, o Google retirou o serviço. Hoje, o gigante de busca com sede nos EUA demonstra uma postura bastante alterada, oito anos depois.
Assuntos abordados: Google fornece suporte técnico para computadores e Política.
